Oh Linda!

Já fazia muito tempo que eu desejava conhecer Olinda. Desde a época em que a expressão Mangue Beat fazia sentido pra mim. Mas se passaram muitos anos – quase dez! – e eu ainda não tinha conhecido tal cidade. Até que em 2009 fiz minha viagem pelo nordeste, e então me hospedei em Olinda.

Era quase como se eu a conhecesse. Suas ladeiras, suas cores, suas formas. Tão familiar, e ao mesmo tempo, tão surpreendente. Do alto da colina, não pude deixar de dizer “Oh linda!”. Era a visão de uma cidade entre árvores e protegida pelo mar. Às minhas costas, um casarão em estilo barroco, alguma igreja, árvores, chão de pedra e gente sorrindo.

Não, Olinda não é como as cidades barrocas mineiras, nem como a litorânea Salvador; não tente comparar. As ladeiras de Olinda carregam as alfaias, as janelas parecem cantar suas músicas, as fachadas coloridas sopram os metais. É ver a cidade e ouvir seus frevos e  batuques.

Alguém disse uma vez “Música é arquitetura líquida… ou a arquitetura não passa de música congelada. No caso de Olinda, não é congelada. Talvez ela seja plasma. Talvez ela seja única.

 Sandra Oliveira