Jardim botânico ou o verde controlado

Difícil dizer o que realmente aconteceu – tudo naquele lugar foi programado para o deleite do olhar. Olhar que se dirige à natureza pouco selvagem – podada, escolhida, delimitada.

Assim é o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, construído para D. João VI e sua conhecida esposa, Carlota Joaquina, serve hoje em dia a qualquer cidadão que possa pagar os seis paus de entrada.

Vi raras flores, tudo era majoritariamente verde, verde frondoso, verde complexo. Me peguei 15 minutos olhando para as estátuas de Narciso e Eco, me surpreendi com os belos chafarizes que lá habitam, tropiquei nas pedras plantadas pelo caminho, deitei num banco qualquer para ver o sol.

Tudo era contemplação, o silêncio e o movimento lento daquela beleza controlada faziam meu coração quase explodir de emoção. Era imenso, grande demais para que coubesse em qualquer breve compreensão minha. Tanto que foi no ‘lugar comum’, que há em tantos parques pelo mundo, que as lágrimas em mim abundaram. Foi no Jardim Japonês.

E como disfarçar? Estava sozinha, esfregava os olhos simulando uma irritação – o que os outros vão pensar da boba? Os outros… aos outros digo:

<<Ou fui esmagada pela beleza ou estava num dia de hipersensibilidade>>

Vai saber…

 

ps: azul, branco e vermelho… só para avisar.