Bueiros

Há dias em que quero que tudo vá pelos ares! Óculos, facebook, expectativas, olhares … mas não de repente. Não. Não quero a bomba H. Quero aos poucos, bueiro a bueiro, como no Rio de Janeiro. Despedaçando turistas, executivos… que se explodam a pressa e a produção! O previsto e calculado! Um a um. Cargo a cargo. O movimento articulado, o ar desgraçado…Há dias que quero que tudo vá pelos ares, de repente, num sumiço inocente calculado apenas pela dinâmica dos bueiros da cidade. Há dias em que não quero que tenha 24 horas. Há dias que não quero que existam dias. Só silêncio. Muito silêncio… e vontade de fazer nada. Não, hoje eu não preciso me divertir. Nem sofrer. Nem esperar. Só preciso parar, que tudo pare!, para poder ver a grama da Pça Julio Prestes crescer e só ela, só nela.

Raquel Foresti

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6 comentários sobre “Bueiros

  1. Oi,obrigada pelo comentário sobre o texto. Fiquei tocada, principalmente porque veio de alguém que não conheço (conheço?) – me surpreendi porque sempre acho que as minhas percepções são mais facilmente sacadas por quem convive comigo. Enfim, também gostei bastante deste aqui =)
    beijos,
    Desirée

    1. Desirée, foi indicação do Flavio, que também comentou lá.
      Mas seu texto é muito se abre. Não só as palavras, o estilo, a póética, a dor e o humor. Também atinge a quem não te conhece 🙂
      Nosso blog tem a proposta de discutir/escrever sobre a cidade, e você está convidada a postar por aqui tb, se quiser 😉

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